INFORMAÇÕES
O adversário daquele dia foi o América, em partida válida pelo campeonato da cidade de 1954. Sentindo-se prejudicado pelas arbitragens mineiras, o time alamedino solicitou que a partida fosse dirigida por árbitros de outro estado. O Cruzeiro, também desconfiando da imparcialidade dos árbitros locais, aceitou prontamente essa sugestão. Eunápio de Queiróz, da Federação Metropolitana de Futebol do Rio de Janeiro, foi o escolhido para apitar a partida, conduzindo-a com tranquilidade e justiça.
O Estádio JK, no Barro Preto, recebeu cerca de oito mil espectadores, ansiosos para assistir ao confronto. O Cruzeiro começou a partida dominando as ações e, aos 29 minutos do primeiro tempo, abriu o placar com um gol de Raimundinho, para alegria da torcida celeste.
No segundo tempo, o América voltou com força total e, antes dos dez minutos, conseguiu empatar a partida, lançando um balde de água fria nas expectativas do time celeste. No entanto, o gol de empate serviu como um despertador para o Cruzeiro, que passou a pressionar em busca da vitória. O esforço e a determinação dos jogadores celestes foram recompensados no último minuto do jogo, quando Sabú, com um chute certeiro, marcou o gol da vitória, fazendo vibrar de alegria a grande torcida cruzeirense presente.
A vitória por 2x1 não foi apenas um triunfo esportivo, mas também um testemunho da capacidade do Cruzeiro de superar adversidades e responder a desafios com coragem e determinação. A atuação da equipe, sob a arbitragem neutra de Eunápio de Queiróz, mostrou que o talento e a força de vontade dos jogadores eram mais do que suficientes para garantir a justiça no resultado final